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O Mundo de Sofia


Como vocês sabem, o livro que vou indicar é um dos que costumo indicar, até enfaticamente, para que vocês possam ler durante o Ensino Médio. O livro é “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder ! Essa é uma indicação que já havia feito no Blog Histosofia, mas achei que ela poderia ser “revista” para inaugurar esse nosso espaço. Boa Leitura e boas indicações !


Imagine se um dia você começasse a receber cartas anônimas, com perguntas do tipo “Quem é você?”, “De onde você vem?” ou “Como começou o mundo?”, e a partir desse momento você descobrisse o quão pouco sabemos sobre este mesmo mundo em que vivemos. É isso que acontece com a personagem Sofia Amudsen, uma menina que começa a receber essas estranhas cartas.

 Em O Mundo de Sofia, obra de maior expressão de Jostein Gaarder, somos levados a uma viagem através da história da filosofia e, subitamente, percebemos que algo tão distante e misterioso, como a Filosofia, pode tornar-se essencial para nossa existência.

 Desde Demócrito com a teoria do átomo, até Darwin com a sua teoria da evolução das espécies, passando por Sócrates, Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino, René Descartes, Spinoza, Marx, Hegel e outros, conhecemos não apenas a vida desses grandes gênios do passado e suas teorias, mas também entendemos melhor a nós mesmos e aprendemos a pensar de forma muito diferente sobre tudo que nos cerca. Afinal, é comum as pessoas deixarem, já muito cedo, de se admirar pelo mundo que vêem. Isso porque ao criamos nossas verdades, passamos a ter pouco tempo para pensar se as mesmas são ou não tão verdadeiras assim! É o mundo dito “pós-moderno” que engole o sujeito pensante transformando-o, como diria Zaratustra, em um mero “espírito camelo”.

 É por isso que a leitura desse livro é válida. Quem sabe após ele você possa deixar o conforto da pelugem macia do coelho e passe o olhar tudo a partir do topo de seus pelos ! Não entendeu nada ? Então leia o livro, acho que você vai gostar !


Um trecho do livro

 “Sofia Amundsen voltava da escola para casa. Percorrera a primeira parte do caminho em companhia de Jorunn, sua colega de classe. Tinham conversado sobre robôs. Jorunn considerava o cérebro humano um computador complicado. Sofia não estava bem certa se concordava com isto. O ser humano não seria algo mais do que uma máquina?

 Quando passaram pelo supermercado, cada uma tomou o seu rumo. Sofia morava no final de um bairro extenso, com belas casas, e tinha que andar quase o dobro de Jorunn para voltar da escola. Sua casa parecia ficar no fim do mundo, pois atrás do quintal não havia outras casas, só a floresta.

 Dobrou a rua Kløverveien. Bem no fim, a rua formava uma curva fechada, chamada de “a curva do capitão”. Só aos sábados e domingos viam-se pessoas por ali.

 Era um dos primeiros dias de maio. Em alguns jardins, densas coroas de narcisos floriam sob as árvores de frutas. As bétulas pareciam vestidas de finas capas de florescências verdes. Não era curioso como nesta época do ano tudo começava a crescer e a medrar? Como se explicava que quilos e quilos da substância verde das plantas pudessem brotar da terra sem vida quando o tempo ficava mais quente e os últimos resquícios de neve desapareciam?

 Sofia olhou a caixa de correio, antes de abrir o portão do jardim. Em geral havia um monte de folhetos de propaganda e alguns envelopes grandes para sua mãe. Sofia costumava colocar toda a correspondência sobre a mesa da cozinha, antes de ir para o seu quarto fazer a lição de casa.

 Para o seu pai vinham às vezes só alguns extratos bancários, o que não era de se estranhar, pois afinal de contas ele não era um pai como os outros. O pai de Sofia era capitão de um petroleiro e passava quase todo o ano viajando. Quando voltava para casa por algumas semanas, ficava andando pela casa de chinelos e dedicava toda a sua atenção a Sofia e a sua mãe. Mas a proximidade desses momentos desaparecia por completo quando ele estava em serviço.

 Hoje havia na grande caixa verde de correio apenas uma pequena carta — e ela era para Sofia.

 “Sofia Amundsen”, estava escrito no pequeno envelope. “Kløverveien, 3.” Era tudo; não havia remetente. A carta não estava sequer selada.

 Assim que Sofia entrou, abriu o envelope. Dentro encontrou apenas uma pequena folha, não maior do que o envelope que a continha. Nela estava escrito: Quem é você?"



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