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Nossa Educação !


O que queremos ? Essa é a verdadeira pergunta a ser feita quando nos questionamos sobre os motivos de nossa educação alcançar notas tão baixas nas avaliações. Recentemente o resultado do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de SãoPaulo), de 2010, mostrou que, na média, a nota do ensino médio do Estado de SP caiu e chegou a 1,81 em uma escala de zero a dez !

Isso quer dizer que em uma avaliação oficial do governo do Estado de São Paulo, o mais rico da federação, o “nível educacional” medido pelo teste, feito por jovens que terminaram o terceiro ano do Ensino Médio em 2010, é de pouco mais de 18% do total ! Ou seja, como esse teste mede basicamente a “capacidade” de leitura e de raciocínio matemático destes mesmos jovens formandos, a situação está muito complicada. E isso só piora quando observamos um outro dado que vem de uma das avaliações educacionais mais importantes – e relevantes – do mundo, o PISA (Program forInternational Student Assessment), que revelou que a educação brasileira ocupa, em um ranking de 65 países, a 53º posição em Leitura e Ciências e a 57º posiçãoem Matemática !

Esses dados apresentados deixam transparecer que boa parte dos esforços feitos até agora para melhorar a nossa educação são, no mínimo, tímidos. Em um país que se apresenta como uma das economias mais importantes do mundo atual, um nível educacional destes é inaceitável. Pois muito dinheiro, afinal dizemos ser a sétima maior economia do mundo, em um país onde a população não é capaz nem de interpretar o que está lendo, com uma porcentagem de quase 40% de notas consideradas “Insuficientes” na avaliação de português do IDESP, fica fácil entender, um pouco, quais os motivos que levam ao “atraso” enfrentado em nosso sistema educacional, principalmente quando este é comparado aos melhores do mundo !

Sei que este “conveniente atraso”em nossa educação não explica completamente o nosso fracasso atual. Existem inúmeros outros pontos que passam, por exemplo, pelo modelo de família, de sociedade, de economia, de valores e de vontade de nosso povo que ajudariam a traçar um panorama mais claro dos motivos desta nossa falência. Mas esse pequeno artigo não tem como objetivo discutir tão profundamente esse tema, na verdade, ele nasceu simplesmente pela perplexidade de saber que números tão pífios podem ser encarados como “normais” por todos nós; nasceu também para fazer pensar sobre, na verdade, o que queremos, então ?

Em tempo, a nossa escola teve uma nota média de 3,10 no desempenho geral, sendo 4,09 em Português e 2,1040 em Matemática. Apesar de ser uma média maior do que a do Estado, estamos longe deter algo para comemorar !

5 comentários :

  1. Caro Alexandre, não sou sua aluna, porém leio o seu blog com frequência, pois foi altamente recomendado por uma aluna sua, e com razão.

    Enquanto eu lia este artigo, lembrei de uma ópera rock que vi nas minhas aulas de filosofia, "The Wall" do Pink Floyd. Como aparece no "filme", os alunos estavam tendo o conhecimento implantado dentro deles, como robôs que seguem instruções, nenhum professor os estimulava a pensar, a se questionar. Agora eu me pergunto, se hoje temos tanto acesso as informações, podemos ter uma visão muito ampla de como as sociedades se organizam, e como elas podem dar certo, qual é o motivo pelo qual continuamos desse jeito? E logo em seguida veio uma frase do Pink em resposta a essa pergunta "Estamos confortavelmente entorpecidos", simples, e muito, muito triste. A maioria de nós não está ótimo, mas também não está ruim,apenas "confortável", nutrindo-se dos bens materiais para se sentir interessante, poderoso, enquanto é vazio por dentro. Deixamos de nos surpreender com a desgraça dos outros, não importa mais se mais de 1000 pessoas morrem em conflitos étnicos ou em acidentes, não importa...
    Será que nos tornamos mais ou menos humanos?
    E o fato que mais me deixa triste, daqui a 5 minutos, ou mais, após eu terminar de escrever esse comentário, provavelmente nada vou fazer para ir contra aquilo que repugno, no máximo vou tentar disseminar a ideia de que precisamos deixar de ser máquinas para nos tornarmos humanos novamente..
    Não quero ser mais um tijolo no muro...

    Obrigada pela atenção,
    Mariane

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  2. Cara Mary CG

    Primeiramente agradeço sua visita aqui no nosso Blog. Como você mesma pergunta, “Será que nos tornamos mais ou menos humanos?” quando não nos “importamos” com aparentemente nada. Eu diria que a nossa atual sociedade da informação tem sobrecarregado cada um de nós com tantos fatos e notícias, que passamos a não mais “ter tempo” para refletir sobre o que importa. Passamos a achar que tudo é “normal” e que não podemos mudar nada disso. Sentimos-nos “somente humanos” sem forças para levantar da cadeira e conquistar o mundo! Por isso, infelizmente, muitas vezes somos somente “mais um tijolo no muro!”

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  3. Não há de quê, é sempre bom ler os seus artigos. Obrigada por ter me respondido. Concordo com você, a maioria das pessoas pensa que a única coisa que podem fazer é se adequar, taxar coisas "loucas" como normais, e continuar vivendo...

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  4. Mary CG

    Fico feliz que goste dos artigos ! Continue sempre participando, a opinião de vocês faz muita diferença no sentido de enriquecer a discussão dos temas apresentados ! E mais, caso queira participar com algum artigo que ache relevante, escreva-me e podemos conversar !

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  5. Professor Alexandre,
    vou continuar participando, obrigada pela atenção. E aproveitando o tema do artigo, eu queria indicar um filme, que achei muito interessante,não sei se você já passou para alguma sala, ou recomendou no blog, mas enfim, o filme se chama "Sociedade dos poetas mortos".
    É extremamente provável que você já tenha assistido, então não sei quanto a você, mas em mim e em vários colegas de classe esse filme foi como uma inspiração para a expressão "Carpe Diem", e nos fez dar mais valor na "liberdade" de nos expressar em sala de aula e no modo que aprendemos, ás vezes podendo opinar e até discordar dos professores.

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