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Tão Rico e tão Miserável !

Caros amigos, em uma de nossas últimas matérias, intitulada “Uma tênue Linha”, havíamos deixado uma questão sem resposta: “Como países que são por muitas vezes tão ricos em matéria prima, (...) podem ter um povo tão miserável ?” Agora tentaremos lançar alguma luz sobre essa dúvida !

Como sabemos, historicamente, a região da África e da Ásia vem sofrendo, principalmente nos últimos 500 anos uma forte intervenção tanto dos europeus, no começo, como mais recentemente dos EUA, da extinta URSS e também, agora, da China, que aparece como mais uma das potências econômicas mundiais. Essa intervenção marcou, e ainda marca, a forma como as pessoas destas localidades vivem.

Pois vejamos, com a expansão marítima européia do século XV, os povos que viviam nestas localidades, principalmente na África e na América, se vêem obrigados a assumir um modo de vida que não servia para um “crescimento” destas mesmas populações, mas sim para fazer com que os colonizadores europeus pudessem acumular capital com o comércio marítimo. Nesse processo, como colônias, essas localidades dominadas tinham a obrigação de serem fornecedores de metais preciosos, como ouro e prata, como de produtos que pudessem ser vendidos com ótimos lucros na Europa, como as especiarias indianas. Além disso eram obrigados a fornecer mão-de-obra escrava para que esses mesmos colonizadores pudessem produzir suas especiarias, como no caso do açúcar aqui no Brasil. Isso vai fazer com que essas comunidades controladas e subjugadas não consigam se desenvolver enquanto sociedades livres.

E essa realidade só vai piorar com o advento da chamada “Revolução Industrial”. Isso porque uma relação entre ametrópole, que fornece produtos industrializados, e a colônia que consome e fornece matéria prima, além de absorver o excedente de pessoas que viviam nas metrópoles, só vai se intensificar. Esse momento na história ficou conhecido como Neocolonialismo e criou inúmeras distorções como, por exemplo, o regime do Apartheid na África do Sul, onde a maioria negra vivia em um regime onde todos os benefícios e as riquezas daquele país eram dados a minoria branca européia que governava.

E mesmo com o fim deste neocolonialismo, principalmente após o final da Segunda Guerra Mundial, os países “metrópoles”, que perdiam, naquele momento, parte de suas fontes de riquezas, deram um jeitode colocar nos governos de suas antigas colônias, agora “independentes”, famílias, pessoas ou mesmo grupos que continuariam “servindo” aos interesses europeus/americanos, principalmente com relação ao petróleo, que é um recurso abundante naquela área. É por isso que vemos ainda hoje governos que estão no poder nestas localidades por 20, 30 ou até mesmo 40 anos e que agora passam a ter suas legitimidades questionadas pela população que encontra-se descontente com a sua atual forma de vida, principalmente pela falta de emprego e pela inflação dos preços dos alimentos.

Em um próximo artigo falaremos como a inflação dos preços dos alimentos, a crise de 2008 e o crescimento econômico da China ajudam a entender um pouco mais esses conflitos que crescem. Até lá !!!

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2 comentários :

  1. Esqueceu de dizer que primeiro os miseráveis imperialistas africanos ocuparam, roubaram, mataram e saqueram a Espanha e Portugal de 711 até 1492! Esses africanos sempre viveram na merda e assim vão morrer!

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  2. Esqueceu de dizer que primeiro os miseráveis imperialistas africanos ocuparam, roubaram, mataram e saqueram a Espanha e Portugal de 711 até 1492! Esses africanos sempre viveram na merda e assim vão morrer!

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