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Somos realmente livres para crer ?


Olá caros amigos ! Como vocês devem ter percebido, o seu velho e cansado professor de história ficou algum tempo sem postar nada aqui em nosso Blog ! Na verdade isso ocorreu por dois motivos básicos. O primeiro, estava preparando as avaliações, que vocês tanto adoram, do quarto bimestre. O Segundo, estou muito atarefado, e também cansado, com o final do ano letivo, afinal, fechar toda a burocracia deste período não é fácil !!!!!
Mas deixando as desculpas de lado, gostaria hoje de propor uma discussão sobre um tema bastante polêmico: A Liberdade de CRER ! Sei, por experiência própria, que todas as vezes que trato deste tema ele acaba por se tornar “explosivo”, mas penso que ser livre para poder escolher seu caminho religioso, mesmo que esta escolha seja pela não religião, é importante para criarmos uma sociedade saudável, e que fique longe dos fanatismos que aparecem a todo o momento no mundo como um todo !

É neste sentido que gostaria de propor a leitura de um texto interessante sobre o tema. Este tem como título, “Pela liberdade de crer”, e como subtítulo, “Do ponto de vista filosófico e democrático, a liberdade de crença - e de crítica a crença - deve ser assegurada de forma ampla e total”. Apesar de ser um texto “longo”, principalmente para os padrões atuais de leituras na internet, penso que ele pode esclarecer um pouco mais a questão do “Monopólio Religioso” que algumas culturas, e religiões, tentam fazer.

Espero que vocês gostem da leitura e, se quiserem, podem deixar seus comentários sobre o tema para podermos realizar uma boa discussão aqui no nosso Blog!


11 comentários :

  1. Edouard Kutchukian20 de março de 2012 11:12

    Li com muita atenção o artigo intitulado "Pela liberdade de crer" escrito para a Revista Filosofia. Parte 1 de 2.

    O fundo histórico que relata o costume dos cartagineses de sacrificar crianças em oferta a Baal é impressionante. Ilustra bem as crueldades que a humanidade é capaz de exercer em nome de uma religião ou em nome de um deus. Aqueles povos faziam sacrifícios não apenas a Baal, mas a outros deuses sanguinários como Dagom dos Filisteus e Moloque dos Amonitas.
    Atualmente, Baal, Dagom e Moloque são apenas curiosidades históricas e a maioria das pessoas certamente considerariam repugnantes aqueles costumes sacrificiais do passado. Mas, talvez não tenham as mesmas reações de repúdio com aqueles que estão dispostos a mandar para a morte milhões de jovens soldados quando isto lhes convém. Não foi nos remotos tempos dos cartagineses mas durante todo o século XX que milhões de jovens na sua idade mais produtiva foram imolados nos altares da guerra. Quando muito, os seus pais receberam de volta uma bandeira ou uma medalha junto com uma recomendação de que deveriam se orgulhar pelo sacrifício do seu filho.
    E não é verdade que, todo ano, milhões de bebés por nascer são sistematicamente mortos em abortos ? Muitos porque a sua concepção foi resultado de sexo casual irresponsável. Outros tantos porque o seu nascimento iria interferir no estilo de vida dos seus pais.
    Nestes dois casos, embora muitos fiquem surpresos com esta opinião, estes jovens e crianças se tornaram sacrifício aos deuses do sexo e da guerra.
    Mas o parágrafo seguinte do relato sobre sacrifícios de crianças no artigo “Pela Liberdade de Crer” me deixou ainda mais perplexo. Como se fosse uma continuidade de pensamentos, o artigo faz referencia a religião das Testemunhas de Jeová. Para um leitor desavisado, parece sugerir que as Testemunhas de Jeová sacrificam as suas crianças da mesma forma como o faziam a Baal, os cartagineses.
    Se este é o pensamento do Prof. J. Vasconcelos, permitam-me dizer que existe uma forte tendencia preconceituosa nesta colocação e, neste ponto, não cabe o direito sagrado de crítica tão bem defendido nos artigo, por se tratar não de um mero ponto de vista mas de uma afirmação falsa, caluniosa, baseada num conceito deformado e sem nenhuma base ou evidencia mais sólida. Não passa de uma crítica a uma opinião de terceiros. É portanto inválida.
    Guardadas as devidas proporções, isto é equivalente as falsidades espalhadas pela inquisição de que os judeus matavam crianças e bebiam o seu sangue. Isto justificaria que fossem queimados na fogueira. Sabe-se que Nero mandou que se espalhasse a notícia de que os cristãos haviam ateado fogo a Roma e ganhou o apoio do Senado para que os cristãos fossem declarados inimigos de Roma para serem pregados em estacas e incendiados para iluminar a Via Ápia ou lançados aos leões. Apenas dois exemplos de muitos outros que ficaram marcados na história da humanidade e que demonstram como é fácil que certos boatos, quando propagados por pessoas influentes, sejam aceitos como verdades sem que a maioria desinformada faça uma avaliação real do caso. Daí, quem ouve acaba repetindo a mesma inverdade, sem maiores preocupações em conhecer a realidade dos fatos.

    Continua . . .

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  2. Edouard Kutchukian20 de março de 2012 11:14

    Li com muita atenção o artigo intitulado "Pela liberdade de crer" escrito para a Revista Filosofia.
    Parte 2 de 2 (continuação).

    Nada é mais falso do que o boato de que as Testemunhas de Jeová deixam as suas crianças morrer sem assistência médica. As Testemunhas de Jeová não rejeitam tratamento médico e hospitalar. A cura pela fé não faz parte da sua doutrina. Quando adoecem, procuram seus médicos. Quando necessitam de uma cirurgia, elas procuram os hospitais. Buscam sempre os melhores tratamentos disponíveis porque valorizam a vida como algo sagrado, uma dádiva de Deus. Uma Testemunha de Jeová não quer morrer e nem quer que um filho seu morra sem assistência médica. Nesta sua busca por ajuda médica, elas só pedem uma única coisa: que o tratamento ministrado seja dado via procedimentos alternativos a transfusão de sangue, usando-se dos recursos e procedimentos amplamente disponíveis em qualquer hospital, alguns deles extremamente simples. Quando eventualmente ocorre um caso fatal, não é por causa de uma negativa da Testemunha de Jeová em receber o devido tratamento médico mas, invariavelmente, é por causa da recusa ou da incompetência ou do despreparo de um médico ou do hospital em aplicar um tratamento alternativo. Sem querer generalizar, é mais ou menos assim: "Então você não quer sangue ? Então morra". Isto lhe parece cruel ? Sim, é muito cruel e o é ainda mais quando está envolvida uma criança. E quando, além do imenso sofrimento e dor pela perda de um filho amado, pessoas desinformadas culpam os pais, no caso de a criança vir a falecer.
    Qualquer profissional de saúde sabe que existem múltiplos procedimentos alternativos a administração de sangue. Não cabe aqui se dissertar sobre o assunto. Felizmente, cada vez mais médicos tem se atualizado com as modernas técnicas de cirurgias sem sangue. Na maioria das vezes tal especialização nada tem a ver com a crença das Testemunhas de Jeová mas pelo beneficio do paciente, qualquer que sejam as suas crenças. Desafortunadamente, alguns conservadores ainda resistem em se isolar dentro dos conceitos e procedimentos tradicionais que datam da época dos faraós e se insurgem contra qualquer nova técnica que lhes seja desconhecida. São estes poucos profissionais que espalham os boatos de que as Testemunhas de Jeová negam a vida aos seus filhos, “deixando-os morrer indefesos”, como afirma o douto professor neste seu artigo. E estes conseguem influenciar nisso até os pensamentos de um professor tão capacitado.
    Assim como consideram injustificáveis quaisquer argumentos a favor da guerra e do aborto, porque respeitam o conceito bíblico da santidade da vida, as Testemunhas de Jeová buscam preservar a própria vida e a dos seus filhos.
    Este texto não foi preparado para convencer o leitor a respeito da validade da posição religiosa das Testemunhas de Jeová. Cada indivíduo tem o livre arbítrio de aceitar o tratamento médico que achar mais adequado para si e para os seus entes queridos. Inclusive o de receber sangue transfundido, se esta for a sua opção. Mas em consideração a própria liberdade de escolha de cada um, que se faça justiça em respeito ao sagrado direito de divergir, ao invés de se estigmatizar quem assim pensa, com analogias e comparações preconceituosas que se revestem do mais completo absurdo.
    Muito obrigado pela sua atenção.


    Edouard Kutchukian
    ekutchukian@uol.com.br

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    1. Caro Edouard Kutchukian, primeiramente gostaria de agradecer sua participação aqui em nosso Blog. Como você deve ter percebido, ele foi criado como um complemento de meu curso de história que ministro para alguns jovens do Ensino Médio. E também foi criado como um canal onde o processo de crítica e discussão pudesse ocorrer da maneira mais livre possível, pois, como gosto sempre de lembrar para os meus alunos, como diria Voltaire, posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.

      Dito isso, gostaria também de dizer que após ler seu comentário sobre uma possível “tendência preconceituosa” na colocação do Prof. J. Vasconcelos sobre as testemunhas de Jeová, passei a reler o artigo para confirmar, ou não, esta tendência. Feito isso, gostaria de colocar alguns pontos que penso serem importantes.

      Penso que, como você colocou muito bem, deva existir, apesar de verdadeiramente eu não poder dizer que conheço, outras técnicas que poderiam ser usadas para o tratamento de uma testemunha de Jeová ou de seu filho. Segundo o que você afirma, o problema não está na existência ou não deste tratamento, mas sim na “pouca vontade” ou no “despreparo” de um profissional da saúde para ministrar tal tratamento. Novamente aqui tenho que confessar minha ignorância sobre tais tratamentos.

      Paralelo a isso, o texto do Prof. J. Vasconcelos tenta mostrar como a questão da liberdade de crença defendida, principalmente durante a Revolução Francesa, juntamente com outras liberdades do cidadão, pode estar deixando de ser uma “liberdade” para virar uma espécie de “dogma”. Isso transparece quando ele conta do caso do livro critico sobre práticas de bruxaria na religião do candomblé, escrito por um padre católico, e da sua proibição pela alegação de que ofendia o “direito” de crença. Ora, é neste ponto que devo concordar com J. Vasconcelos, pois se temos uma liberdade de crítica, de pensamento, devemos sempre estar dispostos não a proibir, um livro, em texto ou uma prática religiosa, mas sim colocar em discussão os motivos, as bases, os interesses por trás daquele pensamento. É neste sentido que o texto citado versa muito mais em defender que a crítica não fere o princípio da liberdade de crença ou idéias, do que realmente criticar esta ou aquela posição religiosa.

      Continua . . .

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    2. Mas apesar disto, tenho que concordar com a sua análise, pois da maneira como o texto foi construído, e não posso aqui, como você o fez, dizer que foi de propósito, ou não, ele realmente leva o leitor mais “desavisado” a intuir que a prática ligada à questão da transfusão de sangue das Testemunhas de Jeová é tão “horrenda” como, hoje achamos, a dos sacrifícios humanos realizados em tempos passados por pensamentos religiosos que há muito se foram. Mas também é verdade que J. Vasconcelos antes de começar seus exemplos diz que eles são “exemplos exagerados”. Mas essa ressalva não salva a relação infeliz que ele fez.

      Mas apesar desta liberdade religiosa, sabemos que nossa sociedade vive em um estado laico, pelo menos assim deveria ser. Baseado, e muito, nos preceitos criados pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa, e que tem, além das questões de liberdade expostas, um princípio que valoriza, e garante, a vida de seu cidadão. Tanto é verdade que nossa sociedade não possui a pena de morte, mesmo para os crimes mais hediondos possíveis, e também não possui a possibilidade da eutanásia, que soa para nós quase como um assassinato, permitindo somente a ortotanásia.

      Colocado isso, podemos pensar! Quando um médico, nesta sociedade laica, se forma, ele faz um juramento que diz que independente das suas convicções filosóficas, religiosas ou mesmo políticas, ele vai defender a vida de seu paciente a qualquer custo, o que, particularmente, eu não sei se concordo! Mas apesar disso, tanto este médico, como o Estado que o gerou, farão de “tudo” para manter vivo aquele cidadão. E é neste ponto que gostaria de pensar. Aqui sem julgamento de valor, se está certo ou errado. Mas quando uma criança testemunha de Jeová, que assim é principalmente por causa de seus pais, afinal ela não tem um claro discernimento para escolher uma coisa tão abstrata e complexa como uma religião, encontra-se em um estado onde a vida dela está em jogo, ou porque ela necessita de uma transfusão, ou mesmo porque naquele hospital com aquela equipe médica, não é possível aplicar as técnicas que você mencionou em seu texto, qual liberdade, ou melhor, qual garantia deve prevalecer: A garantia, ou a liberdade, de culto e de crença dos pais, expressa em nossas leis, ou a garantia da vida, obrigação do Estado e dos médicos formados por ele, e que também aparece em nossas leis ?

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  3. Caro Professor Alexandre,

    Fiquei muito feliz ao ler os seus comentários. Este é um assunto polêmico que tende a gerar as mais diversas opiniões, dependendo do ponto de vista de cada um. É importante frisar que eu não tenho procuração para advogar em nome da crença das Testemunhas de Jeová e que estou emitindo aqui apenas a minha opinião pessoal que foi formada depois do aprofundamento das minhas pesquisas sobre o assunto.
    A minha divergencia de pensamentos com o Prof. Vasconcelos não está numa opinião, quer favorável quer contrária a respeito de uma crença. Reafirmo a minha convicção e comungo da opinião de que é um direito fundamental do ser humano que ele tenha tanto o direito de crer quanto outro tem o direito de opinar sobre ou mesmo criticar tal crença. Mas faço apenas uma ressalva. Que este direito de crítica esteja sempre fundamentado em fatos comprovados pelo conhecimento de causa. Sem isso, a crítica fica ilegítima pois que tem a tendencia de afrontar a dignidade daquele que crê. Se um indivíduo A tem uma determinada crença, a crítica do indivíduo B não pode se basear na opinião de um indivíduo C sobre a crença de A. Se assim for, o indivíduo B estará na realidade criticando a opinião do C e não a crença do A. O resultado perverso desta prática vai fazer que os individuos de D a infinito formem uma opinião provávelmente distorcida da realidade da crença do A, gerando ondas de preconceitos contra A e suas crenças.
    Novamente, muito obrigado pela oportunidade de externar a minha opinião.

    Edouard

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    1. Caro Edouard

      Fique sempre à vontade para opinar neste BLOG ! Assim os jovens que aqui frequentam poderão sempre ter visões diferentes sobre um mesmo fato o que, em essência, é a base do aprender ! Como você mesmo diz, não é somente pela visão de um terceiro que podemos saber sobre um determinado assunto. Ouvir sempre é importante, mas buscar referências é o melhor caminho para formar um saber próprio !

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  4. Olá Professor Alexandre.

    Gostaria de ter, na medida do possível, uma orientação sua para aprofundar as minhas pesquisas sobre as antigas civilizações: Suméria, Acadiana, Babilônica e Egípcia. Tenho um bom conhecimento da História Bíblica e me fascina o cruzamento dos relatos bíblicos com a história dos povos antigos revelada pelos historiadores e arqueólogos. O relato bíblico situa um diluvio global em 2370 a.C., que destruiu o mundo antigo tendo como sobreviventes um homem Noé, seus 3 filhos, Jafé, Sem e Cã e as esposas. Após este evento, a humanidde migrou para diferentes áreas e se multiplicou através de casamentos consanguíneos, gerando as raça que conhecemos hoje.
    Jafé: Dos descendentes de Jafé, pouco se conhece pela Biblia porque eles migraram para regiões fora do contexto histórico da Bíblia. Mas sabe-se que Javã, um dos seus filhos, migrou para o que é hoje a Grécia atual e seus descendentes são os Jônios. Um dos filhos de Javâ de nome Tarsis ocupou a atual Espanha. Outro chamado Quitim, ocupou a ilha de Creta. Outros filhos de Javâ foram Elisá, e Dodanim de quem provávelmente descendem os povos Etruscos, Gauleses, Nórdicos e Germânicos.
    Um outro filho de Jafé de nome Gômer migrou para o norte pelo Cáucaso. Na passagem nasceu Tog-Arma de quem descendem os Armenios.
    E, não se sabe mais nada dos outros filhos de Jafé que foram Magogue, Madai, Tubal, Meseque e Tiras. Mas a história bíblica diz que "deles se espalhou a população da ilhas ...". Possívelmente deles descendem os Mongois e povos da Oceania.
    Câ: Os Camitas migraram para o Sul. Ocuparam o atual territõrio da Palestina, Península Arábica, Egito e daí, toda a África.
    Sem: Os seus descendentes ocuparam declaradamente a planicie do Sinear. A Mesopotâmia. Deles descendem os Sumérios, Acadianos, Babilônios/Caldeus e Hebreus. A Biblia traz uma riqueza de detalhes a respeito da formação deste povos. Tudo indica que os Caldeus bíblicos descendem dos Sumérios e que Persas e Assírios são Acadianos. Mas eu não encontro nenhuma referencia histórica a respeito destes povos.
    Poderia por favor me orientar a respeito ?

    Muito grato,
    Edouard

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    1. Caro Edouard

      Agradeço mais uma vez sua visita aqui em nosso blog ! Você pede uma orientação para estudo, mas gostaria de dizer-lhe que não sou especialista em História Antiga e muito menos em História das religiões. Meus interesses nesses assuntos estão, com certeza, no mero campo do "aprender". Sendo assim, não me sinto em condições de orientar-lhe sobre o que você me pede, mesmo porque, com os seus comentários, fica claro que você já é um estudante de longa data destes temas ! Mas mesmo assim, continuo esperando sua participação aqui em nosso blog em outras oportunidades !

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  5. Olá Professor,

    Nós também somos ''livres'' para não crer, exceto nos Paises que não são laicos, é uma pena que ainda os ateus/agnosticos sofra preconceitos.

    Estava olhando uma pesquisa e fiquei totalmente surpreso, a pesquisa dizia (Ateu sofre preconceito igual ao gay dos anos 50, afirma filósofo.É triste saber que a maior potencia do mundo é uns dos Paises com mais preconceitos. Olhe nesse blog http://www.paulopes.com.br/2010/05/ateu-sofre-preconceito-igual-ao-gay-dos.html ou podera achar em outros sites.

    Outro fato triste foi do Datena que em seus programas dizia que os bandidos não tinha Deus no coração, podemos perceber que o preconceito contra os descrentes são enormes.

    Vinicius, ex - aluno do 2º A

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    1. Vinícius

      Como toda a minoria, historicamente falando, os ditos ateus também sofrem sua parcela de preconceito. Assim como pessoas que crêem em Deuses, ou mesmo religiões, que não são “as predominantes”, também sofrem seu preconceito. Essa situação faz parte, de certa forma, da “condição do homem”, isso porque como seres que vivem em comunidade, apesar de sermos indivíduos, os seres humanos se incomodam quando percebem que existe alguém que não se enquadra naquilo que eles acham certo, VERDADEIRO ! E é nesse momento que tanto ateus, como crentes, como políticos, como estudantes, enfim, como todo aquele que representa um pensamento “da minoria”, acaba por sofrer algum tipo de preconceito ! Infelizmente, mesmo com muitos avanços, isso ainda faz parte de nossa sociedade !

      “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”

      Albert Einstein

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  6. Boas,

    Já que o professor citou Albert Einstein, tem uma carta dele que ''critica'' o Deus religioso,o professor pode dar uma conferida.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u402056.shtml

    Algumas frases legais de Albert Einstein:

    ''A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.''

    ''Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.''

    ''Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos.''

    Vinicius

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