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Mulheres: suas lutas, suas conquistas !

No dia de hoje, 08 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, mas pouca gente sabe a origem da data. Afinal, como o capitalismo consegue engolir qualquer comemoração, transformando o conteúdo mais profundo desta em peça publicitária que tem, com um único objetivo, a motivação para se vender e lucrar mais, o sentido mais “histórico” deste dia acaba por se perder.

Por isso é sempre bom relembrar! Na verdade incêndio ocorrido em1857 em uma fábrica têxtil em Nova Iorque, nunca ocorreu. O verdadeiro incêndiorelacionado ao Dia Internacional da Mulher é o que ocorreu no dia 25 de marçode 1911, nos EUA, na Triangle Shirtwaist Company, uma fábrica têxtil, onde houve146 vítimas fatais, sendo 125 mulheres e 21 homens. No funeral ocorrido dia 05de abril compareceram cerca de 100 mil pessoas.

Hoje, no local do incêndio, estáconstruída uma parte da Universidade de Nova York, onde uma placa está fixada coma inscrição: "Neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadoresperderam suas vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle. Deste martírioresultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalhoque ajudaram a tornar as condições de trabalho as melhores do mundo."

Sem dúvida esse fato entrou parao imaginário coletivo das pessoas que passaram a associá-lo como a luta dasmulheres por melhores condições di trabalho. Mas o nascimento de uma data quecomemorasse o dia internacional da mulher já vinha sendo elaborada por mulherestanto dos EUA como da Europa, que já há tempos lutavam por uma condição e vida,e de trabalho, melhor. E por isso, em 1910, numa Conferência na Dinamarca, a data passou a ser lembrada como dia de luta da mulher, mas somente em 1975 a ONU(Organização das Nações Unidas) internacionalizou o dia 08 de março, que por fim passou a ser o Dia Internacional da Mulher.

Mas isso não foi o fim, e nem poderia! Durante todo o século XX uma imensa batalha vai ser travada pelas mulheres que não querem mais viver sob a tutela de um homem. Isso ficará mais claro, principalmente, após o final da Segunda Guerra Mundial. Durante esse sangrento conflito, e também durante o anterior, a Primeira Guerra Mundial, as mulheres dos países envolvidos nas batalhas tiveram que “abandonar” o seu papel de dona de casa para assumir o da operária da fábrica. Com os homens, filhos, maridos e pais lutando em algum país longínquo, cabia à elas continuar o esforço de guerra produzindo todo o armamento que os “seus” homens usariam.

Mas as guerras acabam e o retorno dos homens para seus países não trará a vida novamente para os moldes antigos. As mulheres haviam “se libertado”! Realizar o trabalho fora de casa provou para elas que eram capazes de fazer qualquer tipo de serviço. Agora elas estudariam, arrumariam um emprego fora dos afazeres do lar e levariam a sua liberdade para o campo da sexualidade. “Até que a morte os separe” passou a não valer mais, afinal o divórcio havia sido instituído. O controle da natalidade, e consequentemente da sua sexualidade, estava nas mãos delas com a invenção da pílula anticoncepcional. O lema faça amor não faça guerra surgia entre os jovens dos anos 60, e as mulheres participavam deste movimento.

Já nos anos 70 e 80 veio a conquista do mercado de trabalho. Agora as mulheres passam a ocupar cargos de direção tanto em empresas multinacionais como em governos pelo mundo todo. Os salários, se ainda não são totalmente equiparados, passam a ter uma pequena diferença quando comparado com o dos homens.

Mas com todos esses ganhos ainda vemos, infelizmente, por todo o mundo, mulheres que ainda sofrem por serem tratadas pelos homens, que as cercam, como se fossem “mercadorias” que eles possuem! Isso ocorre em todo lugar, mas principalmente em países, ou em locais, onde a miséria social não permite que estas mesmas mulheres possam lutar pelos seus direitos. Felizmente, aqui no Brasil, leis como a “Maria da Penha”, ou ainda delegacias exclusiva para as mulheres, têm ajudado a coibir a violência contra aquela que já foi um dia chamada por Aristóteles de “sexo Frágil”.

Parabéns a todas as mulheres !!

10 comentários :

  1. Então parabéns a elas, já q sem elas o homem não vive

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  2. Concordo Carlos ... Afinal, são elas que deixam nossos dias mais coloridos e alegres !!

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  3. Carlos, leia o LINK que deixei em Links Interessantes, "LIVROS", na página inicial, acho que você vai gostar !!

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  4. ah, que lindos vocês *----*
    Professor tenho estado ausente do seu blog, e peço perdão! Agora mesmo estou na UNICAMP escrevendo o meu projeto do PIC Jr. *-* (:

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  5. Karina, eu sei !!! As responsabilidades somente crescem com o passar dos anos !!! Mas sempre que tiver um tempo, apareça para saber das novidades !!!

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  6. Sensacional, o cara tem livro demais, e só de qualidade, O Guarani, Mémorias de um sargento de Mílicias, Grande Sertão: veredas e tudo original, fantástico. interessante a frase dele: "Alguns jornalistas que vêm aqui e me entrevistam, fazem fotos e vão embora, mas sequer pegam nos livros. Percebi que você olhava para as estantes. Se você é amigo dos livros, também é meu amigo."

    Embora eu não queira me especializar nesse jornalismo cultural, os livros em geral agora tem q ser parte fundamental da minha vida e ver uma matéria como essa é muito interessante

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  7. A valorização de uma mulher vinda de um homem já e um grande começo.Espero que nao entedam isso como critica, mas para nós sermos elogiadas e uma grande dadiva.
    Parabéns pelo texto professor, as mulheres merecem
    Pamela Monique

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  8. Pamela, como disse para vocês na sala, é por causa da sensibilidade feminina que nós homens não vivemos em um mundo cinza e quadrado! É isso, vocês merecem todas as homenagens!

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  9. obrigado,consegui fazer meu trabalho de história graças a vc.

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