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A gripe (H1N1) e a vacinação!

O Inverno está chegando. O medo da gripe A (H1N1) (que agora em 2017 já está em H3N2)chamada de gripe suína, passa a rondar nossa sociedade novamente. É por isso que o governo federal está com uma campanha maciça de vacinação. Mas mesmo nos dias de hoje muitos têm medo de se vacinar! Será que esse temor tem fundamento? Vamos vasculhar a História para, quem sabe, encontrarmos uma resposta que possa ir contra, ou a favor, no sentido de sustentar, ou não, esse medo!


As doenças sempre foram um flagelo na vida dos homens! Nossa história é repleta de acontecimentos onde uma ou outra doença acaba por ser a protagonista de inúmeras desgraças. Foi assim, por exemplo, com a chamada Peste Negra durante a Idade Média. Alguns historiadores chegam a dizer que esta peste causou uma mortalidade tão grande que um terço da Europa foi dizimada durante o século XIV! Outro exemplo vem da colonização da América pelos europeus. Esses, ao aportarem aqui, trouxeram consigo doenças com as quais os índios, até então, não tinham tido contato, como a gripe, o sarampo a tuberculose, entre outras. Esse simples fato levou um número imenso de americanos a ficarem doentes e morrerem por causa destes e de outros vírus vindos do velho mundo. E o que é o pior, naqueles tempos ninguém ainda desconfiava da existência de micro-organismos, e muito menos que eles pudessem levar um homem à morte!

As primeiras tentativas de “curar” essas doenças estranhas partiram já da antiguidade. Mesmo não conhecendo os vírus, alguns perceberam que os sobreviventes de um ataque de varíola, por exemplo, não voltavam a sofrer da doença! Por isso, não é de se estranhar que encontramos na história muitos povos tentando provocar a moléstia de uma forma mais branda e controlada em pessoas saudáveis. Isso é mais ou menos como os cientistas fazem hoje com a nossa vacinação. Essa tentativa acontece entre os chineses, principalmente, mas também entre povos da África e da Ásia, como hindus, egípcios, persas e os árabes. Essa técnica ficou conhecida na História como VARIOLIZAÇÃO, e consistia, basicamente, em inocular uma pessoa saudável com a doença. Isso poderia ser feito de várias maneiras, como colocar um algodão, com pó de crostas ou pus inserido no nariz de alguém, vestir as roupas íntimas dos doentes, incrustar crostas, ou pus de um doente, em arranhões em uma pessoa saudável, picar a pele com agulhas contaminadas, fazer um corte na pele e colocar um fio de linha infectado ou uma gota de pus. Veja, as técnicas poderiam ser diversas, porém o objetivo era sempre o mesmo, colocar a pessoa que não estava doente em contato com a doença.

Apesar de esta técnica causar muitas mortes, afinal a pessoa que não tinha a doença era exposta a mesma sem que o vírus sofresse nenhuma modificação, neste caso era quase como adquirir a moléstia da maneira tradicional, ela se mostrou um caminho interessante para a futura criação das vacinas.






Aprenda também sobre a Revolta da Vacina.






A vacinação, como conhecemos, surgiu no final do século XVIII. Neste momento, na Inglaterra, um médico, Edward Jenner, descobriu a vacina antivariólica. Isso aconteceu pois ele percebeu que as pessoas que ordenhavam as vacas adquiriam imunidade à varíola humana. Isso porque, sabemos hoje, a vaca tem uma forma de varíola chamada “cowpox” que é mais branda quando em contato com o humano. Como as pessoas que ordenhavam as vacas entravam em contato com esse tipo de varíola, acabavam, sem saber, ficando imunes à varíola que atacava os humanos. Jenner usou deste conhecimento e passou a “vacinar” as pessoas e elas começaram a parar de adoecer! É por isso que a palavra vacina, que em latim significa “de vaca”, passou a designar, por analogia, todo o inóculo que tem capacidade de produzir anticorpos. Nascia assim a nossa vacina moderna! Mas como tudo o que é novo ela enfrentou muita resistência por parte da sociedade. Não é por outro motivo que o papa Pio VII, na época, disse: “Deus não pode querer que sua obra seja maculada, permitindo que se inocule no homem a linfa de um ser inferior, como é a vaca”. Mas apesar dessa e de outras resistências a vacinação, aos poucos, foi se generalizando. Ela se tornou obrigatória na Baviera, em 1807, na Dinamarca, em 1810, na Suécia, em 1814, em vários Estados germânicos, em 1818, na Prússia, em 1835, e, finalmente, na Inglaterra, em 1853.

É isso, no próximo artigo vou falar um pouco mais sobre a vacinação agora dando destaque à chamada “Revolta da Vacina” que ocorreu no Rio de Janeiro, então capital Federal, no começo do século XX. E talvez você entenda melhor o porquê ainda hoje, em pleno século XXI, muitas pessoas são resistentes em se vacinar!

Referências:
ccs.saude.gov.br

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